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O BRASIL CATASTROFISTA

É algo comum os brasileiros falarem mal de seu país, por conta de corrupção, de poluição, de trânsito caótico, etc., males, aliás, que afligem muitos outros países. O que nos diferencia, porém, é a facilidade com que nos depreciamos devido a esses males e atribuímos a culpa aos outros, principalmente aos governos. Bem diferente é a atitude dos norte-americanos, que vão à praça de guerra de Boston empunhando bandeiras, como que dizendo que a nação está acima dos desvios de conduta de alguns.

Durante todos os últimos seis meses, os meios de comunicação mais lidos e ouvidos tem acusado o governo, muitas vezes com linguagem planfetária, de estar levando o País à derrocada econômica. E o alvo maior das críticas tem sido o PIBINHO, tido como responsável por todos os males que nos afligem.

Tais críticas ignoram os avanços sociais do País, que tem alcançado manifestos elogios em todo o mundo e particularmente nos países em que o PIB ficou negativo, por conta da crise mundial iniciada em 2008 que, obviamente, também nos atingiu, mas com efeitos muito menos dramáticos do que aqueles vividos pela Itália, Espanha, Portugal, Grécia, Chipre e outros mais.

Entretanto, há também surpresas alentadoras. O jornal Valor Econômico, em sua edição de 19 a 21/04/2013, proclamou: “Projeções indicam avanço do investimento no 1º trimestre”. E, em outro título: “Indicadores sugerem crescimento forte do investimento no 1º trimestre”. Em abono a essa afirmativa, o jornal mostra que o PIB pode já ter crescido 1%, só no primeiro trimestre deste ano, e mostra que o aumento do PIB revela-se consistente desde 2012.

Por seu turno, o jornal O Estado de São Paulo, de 25/04/13 diz: “Desemprego em São Paulo é o menor em 23 anos”. E mais: “Economia Brasileira no Rumo Certo” (artigo do renomado professor Antonio Corrêa de Lacerda).

A explicação de tais reviravoltas só pode se aquela proclamada pela presidente Dilma: “O Papa é Argentino, Mas Deus é Brasileiro”, o que justifica ainda que o Brasil seja o maior importador de carros argentinos…

O PIB brasileiro precisa crescer, obviamente. Mas também não pode ser sem limites, pois a riqueza não é algo ilimitado e, principalmente, a riqueza natural tende ao esgotamento. E ainda há bilhões de pessoas aguardando a sua vez, em patamares de qualidade de vida muito inferiores aos nossos.

Por outro lado, crescer o PIB para enriquecer mais os que já são ricos é um propósito indefensável. Vale aí a recomendação de Stiglitz (prêmio Nobel de economia) segundo a qual: è possível aumentar o PIB espoliando o meio ambiente, esgotando recursos naturais escassos, contraindo empréstimos no exterior, mas esse tipo de crescimento não é sustentável.

Por tais razões, é preciso reconhecer que o Brasil prosperou muito nos últimos anos, embora enfrentando um crescimento econômico modesto. A hora é de trabalharmos irmanadamente em favor de maior prosperidade ao invés de propagar notícias maliciosamente urdidas para alimentar as dissensões políticas.

Adriano M. Branco

 


 

 

 

Sobre Adriano Branco

Eng. Adriano Murgel Branco Adriano Murgel Branco, paulistano de 76 anos, é administrador e engenheiro eletricista formado por uma das melhores escolas de engenharia do país - a Universidade Mackenzie. Branco, foi consultor no Brasil e em Moçambique, professor universitário, ocupou inúmeros cargos públicos, entre eles o de secretário da Habitação e secretário dos Transportes do Estado de São Paulo, nos anos 80. Ocupou também, cargos privados como o de diretor da Coplan, da Trol S.A., da TCL, da Caio entre outras. Ministrou palestras no Brasil,México,Colômbia,Venezuela,Equador, Paraguai, Argentina, Uruguai, Peru e Chile sobre transporte, segurança rodoviária e habitação. É autor de mais de duas centenas de artigos em jornais e revistas, publicadas até na Inglaterra e Alemanha. Em 1972, foi publicada sua primeira monografia sobre Acidentes Rodoviários; em 1975 é publicada a Normatização Brasileira de Defesa Rodoviárias. Teve também três de suas monografias publicadas em 1978: Trólebus,Tendências Modernas dos transportes Coletivos Pneumáticos e Transportes Urbanos por Trólebus; nos anos oitenta foram publicadas: Uma visão Sistêmica do Transporte Urbano, O Transporte Urbano no Brasil e A Prevenção dos Recursos Hídricos no Estado de São Paulo. Seus livros mais ressentem são Segurança Rodoviária, O Financiamento de Obras e de Serviços Públicos, em parceria com o Adilson Abreu Dallari, e Desenvolvimento Sustentável na Gestão de Serviços Públicos, em parceria com o economista Márcio Henrique Bernardes Martins.

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