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TAXIS ECOLÓGICOS

A Prefeitura de São Paulo está colocando em circulação 20 taxis híbridos e dez elétricos. No primeiro caso, os veículos custam cerca de 100 mil reais cada um e poluem 40% menos do que os carros comuns; no segundo caso, os taxis elétricos custam cerca de 200 mil, mas a poluição cai a zero.

A viabilização da compra desses veículos se deu através de uma parceria entre a Prefeitura, a Associação das Empresas de Taxi de Frota, a montadora Nissan e a AES Eletropaulo. Mas a médio prazo é necessário que essas frotas especiais – inclusive a de carros especiais para usuários portadores de deficiência física – mostrem viabilidade econômica.

É nesse ponto que novos critérios de avaliação devem entrar. No passado, sempre que se procurava viabilizar um projeto de ônibus elétricos, as comparações acabavam se limitando aos custos do investimento e da operação, pesando sempre contra os tróleibus o preço maior do veículo e os investimentos em rede elétrica. Resumia-se praticamente a isso o tal estudo de viabilidade econômica.

Hoje os economistas procuram avaliar também os custos “escondidos” e os “benefícios” ignorados, que compõem as chamadas externalidades negativas e positivas. Assim, o fato de o veículo não poluir tem um valor; o não consumir energias não renováveis, também; o ser mais silencioso tem seu peso.

Todos esses benefícios de caráter indireto precisam ser levados em conta nas decisões governamentais. A longo prazo, recuperam-se antigas deseconomias, compensando o custo imediato.

Os benefícios, entretanto, são de caráter social, justificando que a sociedade arque com alguma parcela dos custos, seja através da admissão de tarifas diferenciadas e subsidiadas, seja através de bônus na aquisição dos veículos especiais. Uma espécie de Minha Casa – Minha Vida, aplicada ao transporte por taxis ecológicos.

Adriano M. Branco

 


 

 

 

Sobre Adriano Branco

Eng. Adriano Murgel Branco Adriano Murgel Branco, paulistano de 76 anos, é administrador e engenheiro eletricista formado por uma das melhores escolas de engenharia do país - a Universidade Mackenzie. Branco, foi consultor no Brasil e em Moçambique, professor universitário, ocupou inúmeros cargos públicos, entre eles o de secretário da Habitação e secretário dos Transportes do Estado de São Paulo, nos anos 80. Ocupou também, cargos privados como o de diretor da Coplan, da Trol S.A., da TCL, da Caio entre outras. Ministrou palestras no Brasil,México,Colômbia,Venezuela,Equador, Paraguai, Argentina, Uruguai, Peru e Chile sobre transporte, segurança rodoviária e habitação. É autor de mais de duas centenas de artigos em jornais e revistas, publicadas até na Inglaterra e Alemanha. Em 1972, foi publicada sua primeira monografia sobre Acidentes Rodoviários; em 1975 é publicada a Normatização Brasileira de Defesa Rodoviárias. Teve também três de suas monografias publicadas em 1978: Trólebus,Tendências Modernas dos transportes Coletivos Pneumáticos e Transportes Urbanos por Trólebus; nos anos oitenta foram publicadas: Uma visão Sistêmica do Transporte Urbano, O Transporte Urbano no Brasil e A Prevenção dos Recursos Hídricos no Estado de São Paulo. Seus livros mais ressentem são Segurança Rodoviária, O Financiamento de Obras e de Serviços Públicos, em parceria com o Adilson Abreu Dallari, e Desenvolvimento Sustentável na Gestão de Serviços Públicos, em parceria com o economista Márcio Henrique Bernardes Martins.

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