CELSO AMORIM VALORIZOU A DIPLOMACIA BRASILEIRA
Na edição de 5 de Agosto desse jornal, leio, em matéria dedicada ao novo ministro Celso Amorim que, “no caso mais notório de sua gestão, meteu-se (Amorim) na questão nuclear do Irã, atraindo a censura dos países mais ricos”. E tal ação “é considerada o maior equívoco de sua gestão no meio diplomático”. Muitos brasileiros, induzidos pelas críticas dos países ricos, tem repetido tais considerações, meio que dizendo que o nosso país não tem estatura para meter-se em assuntos dessa natureza e relevância.
Entretanto, vejo no recente livro “A Era da Mentira”, escrito por Mohamed ElBaradei, prêmio Nobel da paz de 2005 e ex-diretor geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) no período 1997/2009, que o acordo sobre a troca de combustíveis firmado entre Irã, Brasil e Turquia, em 17/05/2010, foi “um salto em frente, em particular porque sinalizava a vontade de novos atores, a Turquia e o Brasil, para assumirem um papel ativo na resolução do impasse diplomático”. O desprezo com que os “duros” dos Estados Unidos trataram esse episódio, a despeito da carta do presidente Obama ao presidente Lula incentivando-o a prosseguir nas negociações, significou, para ElBaradei, a “recusa de aceitar um sim como resposta”.
A balizada opinião de um diplomata de tal peso e com tais responsabilidades, parece reconhecer que a gestão do Ministro Amorim, no caso Irã, esteve longe de ser um equívoco.
Adriano Branco
Este artigo foi postado em: terça-feira, 9 agosto, 2011 às 10:54 am
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Eng. Adriano Murgel Branco
Adriano Murgel Branco, paulistano de 76 anos, é administrador e engenheiro eletricista formado por uma das melhores escolas de engenharia do país - a Universidade Mackenzie. Branco, foi consultor no Brasil e em Moçambique, professor universitário, ocupou inúmeros cargos públicos, entre eles o de secretário da Habitação e secretário dos Transportes do Estado de São Paulo, nos anos 80.
Ocupou também, cargos privados como o de diretor da Coplan, da Trol S.A., da TCL, da Caio entre outras.
Ministrou palestras no Brasil,México,Colômbia,Venezuela,Equador, Paraguai, Argentina, Uruguai, Peru e Chile sobre transporte, segurança rodoviária e habitação. É autor de mais de duas centenas de artigos em jornais e revistas, publicadas até na Inglaterra e Alemanha. Em 1972, foi publicada sua primeira monografia sobre Acidentes Rodoviários; em 1975 é publicada a Normatização Brasileira de Defesa Rodoviárias. Teve também três de suas monografias publicadas em 1978: Trólebus,Tendências Modernas dos transportes Coletivos Pneumáticos e Transportes Urbanos por Trólebus; nos anos oitenta foram publicadas: Uma visão Sistêmica do Transporte Urbano, O Transporte Urbano no Brasil e A Prevenção dos Recursos Hídricos no Estado de São Paulo. Seus livros mais ressentem são Segurança Rodoviária, O Financiamento de Obras e de Serviços Públicos, em parceria com o Adilson Abreu Dallari, e Desenvolvimento Sustentável na Gestão de Serviços Públicos, em parceria com o economista Márcio Henrique Bernardes Martins.