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TRATAMENTO INADEQUADO À FAMÍLIA IMPERIAL

Sob esse tema, o advogado e ex-ministro Almir Pazzianotto Pinto dirigiu ao “O Estado de São Paulo” a seguinte carta:

Registro a profunda insatisfação que sinto diante da irônica matéria “A Princesa que tomava ônibus” (22/05/11). O repórter Christian Carvalho Cruz revelou o preconceito que alimenta contra a família de Dom Pedro II ao tratar de maneira debochada todos os seus descendentes. Não sou monarquista, como sabe quem me conhece. Procuro, todavia, conhecer a História do meu país. Dom Bertrand, sua mãe, dona Maria, e o primogênito, Dom Luiz, mereciam tratamento respeitoso. Já ao se apresentar para escrever a matéria o autor revelou faltar-lhe um mínimo de educação e polidez. Afinal, encontrava-se no desempenho de missão que lhe fora atribuída pelo jornal do Dr. Ruy Mesquita, e não em nome próprio. Imaginava extrair da leitura do texto algo de proveitoso, digno de ser arquivado. Não foi o que se deu. Como assinante, desejo consignar este protesto. Imagino ser inútil, mas não devo deixar de registrá-lo.

Em apoio à posição do Dr. Pazzianotto eu enviei ao Estadão:

“Muito oportuna a manifestação do ex-ministro Almir Pazzianotto, homem de indiscutível contribuição ao progresso do País, na edição de 25/05, sobre reportagem de 22/05 acerca da família imperial brasileira. Registre-se que a forma debochada de fazer oposição ou criticar quem quer que seja, vem tomando conta da imprensa. O próprio Fórum dos Leitores dá nítida preferência a mensagens críticas, freqüentemente trocistas e inúteis, em suas publicações. Raramente um comentário construtivo, abordando efetivo interesse da sociedade, ganha ali espaço, dando a impressão de que esse é o desejo majoritário dos leitores. E alguns leitores aparecem com tal frequência com suas críticas ferinas e até mal educadas, que parece contarem com a preferência do jornal.

Aos poucos, esse tom de crítica extravasa os comentários dos leitores e começa atingir os próprios editoriais – antes absolutamente sóbrios – como se vê na mesma edição: “Estava tudo na mais perfeita ordem” mas o barco foi ao fundo – muito típico do Brasil”. Em nada ajuda o Brasil essa generalização crítica, descabida no próprio texto, que aos poucos vai minando o sentimento de brasilidade gratuitamente.

Sou leitor do Estadão há décadas e continuarei a sê-lo. Mas lastimo essa perda de sobriedade que, aliás, é muito mais grave em outros periódicos.”

Embora não publicado o meu comentário, espero que tenha sido levado em boa conta.

 

Adriano M. Branco

 


 

 

 

Sobre Adriano Branco

Eng. Adriano Murgel Branco Adriano Murgel Branco, paulistano de 76 anos, é administrador e engenheiro eletricista formado por uma das melhores escolas de engenharia do país - a Universidade Mackenzie. Branco, foi consultor no Brasil e em Moçambique, professor universitário, ocupou inúmeros cargos públicos, entre eles o de secretário da Habitação e secretário dos Transportes do Estado de São Paulo, nos anos 80. Ocupou também, cargos privados como o de diretor da Coplan, da Trol S.A., da TCL, da Caio entre outras. Ministrou palestras no Brasil,México,Colômbia,Venezuela,Equador, Paraguai, Argentina, Uruguai, Peru e Chile sobre transporte, segurança rodoviária e habitação. É autor de mais de duas centenas de artigos em jornais e revistas, publicadas até na Inglaterra e Alemanha. Em 1972, foi publicada sua primeira monografia sobre Acidentes Rodoviários; em 1975 é publicada a Normatização Brasileira de Defesa Rodoviárias. Teve também três de suas monografias publicadas em 1978: Trólebus,Tendências Modernas dos transportes Coletivos Pneumáticos e Transportes Urbanos por Trólebus; nos anos oitenta foram publicadas: Uma visão Sistêmica do Transporte Urbano, O Transporte Urbano no Brasil e A Prevenção dos Recursos Hídricos no Estado de São Paulo. Seus livros mais ressentem são Segurança Rodoviária, O Financiamento de Obras e de Serviços Públicos, em parceria com o Adilson Abreu Dallari, e Desenvolvimento Sustentável na Gestão de Serviços Públicos, em parceria com o economista Márcio Henrique Bernardes Martins.

One Response to “TRATAMENTO INADEQUADO À FAMÍLIA IMPERIAL”

  • Sr. Engo. Adriano Branco: Sou pessoa interessada em história ferroviária e fã de trens e locomotivas, e tenho comigo um folheto de época, do Gov. Montoro e de Va. Sa. como Secretário dos Transportes de SP, sobre a ligação ferroviária Campinas-Santos da Fepasa, inaugurando o trecho Helvétia/Pimenta da Fepasa, na estação Pimenta (Campinas). Infelizmente não tem a DATA COMPLETA desta inauguração, sabendo-se porém que refere-se à década de 80. Infelizmente a Fepasa não mais existe, portanto não sendo possível obter tal data ou maiores informações desta inauguração. O Presid. da Fepasa era o Sr. Laurenza. Caso seja possível, gostaria de poder saber a DATA COMPLETA desta inauguração (ou ANO), ou maiores informações e/ou fotos dessa inauguração, para arquivo pessoal. Se preferir, posso enviar esse folheto de época escaneado, para sua apreciação. Agradeço a colaboração. Obrigado. Abraço. Vanderlei A. Zago. email: van6455fepasa@yahoo.com.br

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