CNBB Critica reality shows da TV Brasileira
Sob o título acima o Estadão publicou matéria na sua edição de 18/02/11, em que reflete a posição da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil sobre programas de televisão que, e pretexto de várias formas de “realismo”, levam ao ar programas imorais, de incentivo a práticas que “atentam contra a dignidade de pessoa humana”, no dizer da Conferência. A nota da CNBB (pena que não publicada na íntegra) é irrepreensível e devia ser levada em consideração por órgãos públicos aos quais cabe zelar pelos bons costumes e pela educação nacional. Dizer, como o fez a Globo, que “a emissora é laica, como uma visão de cultura e mesmo de comportamento social e moral que não segue preceitos religiosos” é uma fuga a suas responsabilidades sociais, principalmente como concessionária de um serviço público. Não se trata de “preceitos religiosos”, mas promoção da imoralidade e até de incitamento à prática de atitudes degradantes, quando não criminosas. Trata-se do incentivo ao fetichismo, que leva a desvios de comportamento.
O efeito desses programas é de tal ordem, que atinge a própria população, chamada a opinar e até a avaliar os programas sob uma ótica de publicidade orientada, levando pessoas, que tem responsabilidade social e familiar, a pronunciar-se na direção oposta à linha de conduta que gostariam para os seus filhos.
Na mesma discussão do “realismo”, refere-se o jornal, em sua edição de 19/02/11, às aulas de matemática de um professor de escola pública de Santos, que materializa os seus conceitos de aritmética realizando operações com gramas de cocaína, falsificadas com pó de giz, lançando mão ainda de exemplificações com armas, prostituição e roubo. Assim procedendo, ele entende estar buscando apoio na realidade social, para que os seus ensinamentos de matemática se tornem mais atraentes!
Se os órgãos de comunicação quiserem, de fato, prestar um serviço à sociedade, divulguem a íntegra da nota da CNBB.
Adriano Murgel Branco

