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CNBB Critica reality shows da TV Brasileira

                  Sob o título acima o Estadão publicou matéria na sua edição de 18/02/11, em que reflete a posição da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil sobre programas de televisão que, e pretexto de várias formas de “realismo”, levam ao ar programas imorais, de incentivo a práticas que “atentam contra a dignidade de pessoa humana”, no dizer da Conferência. A nota da CNBB (pena que não publicada na íntegra) é irrepreensível e devia ser levada em consideração por órgãos públicos aos quais cabe zelar pelos bons costumes e pela educação nacional. Dizer, como o fez a Globo, que “a emissora é laica, como uma visão de cultura e mesmo de comportamento social e moral que não segue preceitos religiosos” é uma fuga a suas responsabilidades sociais, principalmente como concessionária de um serviço público. Não se trata de “preceitos religiosos”, mas promoção da imoralidade e até de incitamento à prática de atitudes degradantes, quando não criminosas. Trata-se do incentivo ao fetichismo, que leva a desvios de comportamento.

                   O efeito desses programas é de tal ordem, que atinge a própria população, chamada a opinar e até a avaliar os programas sob uma ótica de publicidade orientada, levando pessoas, que tem responsabilidade social e familiar, a pronunciar-se na direção oposta à linha de conduta que gostariam para os seus filhos.

                   Na mesma discussão do “realismo”, refere-se o jornal, em sua edição de 19/02/11, às aulas de matemática de um professor de escola pública de Santos, que materializa os seus conceitos de aritmética realizando operações com gramas de cocaína, falsificadas com pó de giz, lançando mão ainda de exemplificações com armas, prostituição e roubo. Assim procedendo, ele entende estar buscando apoio na realidade social, para que os seus ensinamentos de matemática se tornem mais atraentes!

                   Se os órgãos de comunicação quiserem, de fato, prestar um serviço à sociedade, divulguem a íntegra da nota da CNBB.

 

Adriano Murgel Branco

 


 

 

 

Sobre Adriano Branco

Eng. Adriano Murgel Branco Adriano Murgel Branco, paulistano de 76 anos, é administrador e engenheiro eletricista formado por uma das melhores escolas de engenharia do país - a Universidade Mackenzie. Branco, foi consultor no Brasil e em Moçambique, professor universitário, ocupou inúmeros cargos públicos, entre eles o de secretário da Habitação e secretário dos Transportes do Estado de São Paulo, nos anos 80. Ocupou também, cargos privados como o de diretor da Coplan, da Trol S.A., da TCL, da Caio entre outras. Ministrou palestras no Brasil,México,Colômbia,Venezuela,Equador, Paraguai, Argentina, Uruguai, Peru e Chile sobre transporte, segurança rodoviária e habitação. É autor de mais de duas centenas de artigos em jornais e revistas, publicadas até na Inglaterra e Alemanha. Em 1972, foi publicada sua primeira monografia sobre Acidentes Rodoviários; em 1975 é publicada a Normatização Brasileira de Defesa Rodoviárias. Teve também três de suas monografias publicadas em 1978: Trólebus,Tendências Modernas dos transportes Coletivos Pneumáticos e Transportes Urbanos por Trólebus; nos anos oitenta foram publicadas: Uma visão Sistêmica do Transporte Urbano, O Transporte Urbano no Brasil e A Prevenção dos Recursos Hídricos no Estado de São Paulo. Seus livros mais ressentem são Segurança Rodoviária, O Financiamento de Obras e de Serviços Públicos, em parceria com o Adilson Abreu Dallari, e Desenvolvimento Sustentável na Gestão de Serviços Públicos, em parceria com o economista Márcio Henrique Bernardes Martins.

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