ENERGIA: VAI FALTAR?
Há muitos anos tomei contato com fenômenos que a ciência não explica, como uma pessoa entortar peças metálicas simplesmente as envolvendo com uma das mãos, mas também transferindo para máquina fotográfica, com uma mão sobre as lentes, o retrato de uma pessoa pré-determinada. Na medida em que meu contato com tais experiências foi se avolumando, fui me convencendo que há disponíveis energias transcendentais, chamadas de energia cósmica por umas pessoas ou energia vital por outras, que não sabemos ainda dominar ou captar. E agora, participando de um seminário conduzido por um cientista, professor de engenharia química – o Dr. Salvatore de Salvo – ouvi as mais variadas e convincentes referências acerca de captação e uso dessas energias.
Mas recordei que, 10 anos atrás, discuti com outro eminente professor de química as propriedades da homeopatia. Dizia ele que havia lido na Folha de São Paulo um artigo que demonstrava cabalmente a impossibilidade da cura homeopática, devido ao elevado grau de diluição do elemento de cura, através da chamada dinamização. Dizia o artigo que, ao final dessa diluição, haveria frascos do remédio sem nenhuma molécula do elemento original.
Quando eu lhe disse que conhecia esse argumento, ele perguntou-me se eu também havia lido o artigo. E eu lhe respondi que não, mas que esse argumento fora lançado contra Hannemann, cientista formulador da homeopatia, desde 200 anos atrás. E, não obstante, muitas doenças foram curadas pela nova ciência.
Na minha opinião de leigo na matéria, o problema era eminentemente energético: a substância não estava presente no último frasco, mas a sua energia curativa, sim. E, para ilustrar meu pensamento, provoquei-o com uma comparação: nos primórdios da utilização da pólvora em armas de guerra, projetava-se um bola de 10 quilos e ela abria um buraco na parede; em Hiroshima, uma porção menor de urânio destruiu uma cidade, matando mais de cem mil pessoas. É a energia…
Mas tendo essas preocupações, li em 1993 um livro chamado “La Curacion Energética” (no original, “Vibrational Medicine”) do autor Richard Gerber, que relatou inúmeras experiências de transmissão de energias, desde através da homeopatia, até por meio dos pais-de-santo e dos curandeiros. É um livro sério, de pesquisas feitas por médicos.
Fico então pensando que poderemos estar diante da solução dos problemas energéticos do mundo, sem perceber. A chamada energia cósmica está por toda a nossa galáxia, faltando apenas saber como captá-la e utilizá-la.
Sou então interrompido por um telefonema de um amigo convidando-me para uma reunião de especialistas em transporte para discutir um novo veículo: o tróleibus sem fio! A primeira idéia que me vem é de que o nome deve ser mudado para “eletrobus” ou talvez, “energo-bus”, pois trolei ou trole é uma referência ao fio.
Nesse novo veículo a eletricidade chega através do contato periódico de uma fonte com os acumuladores ou super – capacitores do veículo. Mas, e se ele fosse movido por energia cósmica? Bastaria ter a antena captadora e pronto!
Aí me lembro que São Paulo tem experiência concreta com os tróleibus desde 1949. Porém, passados 60 anos, ainda não sabemos como aproveitar as suas virtudes energéticas e ambientais, correndo-se o risco de ficar sem eles, vencidos na licitação pública por ônibus mais baratos, poluidores, barulhentos, de curta vida útil. O risco de acontecer o mesmo com os “energobus cósmicos”, é muito maior…
Adriano M. Branco

