PANE ELÉTRICA NOS TRÓLEIBUS
Em 23/07/10 o Estadão publicou importante matéria sobre a decadência dos tróleibus em São Paulo. Colaborando no entendimento dos problemas, escrevi nota ao jornal, que foi publicada em 26/07/10.
Cartas-26/07/2010 ESTADÃO.COM.BR
26 de julho de 2010 | 0h 00
TRANSPORTE PÚBLICO
Trólebus
Em 1977, quando, como diretor da CMTC, na gestão Olavo Setubal, eu respondia pelo programa de corredores de trólebus, percorri várias cidades europeias para conhecer o estado da arte do sistema. Em Salzburg (Áustria), que tinha uma rede bastante convencional, longe dos avanços suíços, observei ao chefe da garagem que seus veículos não tinham aquelas cordinhas que permitem reengatar as alavancas nos fios elétricos. “Não precisa”, disse ele. E quando escapa a alavanca? “Não escapa.” Ante o meu espanto, concluiu: “Se o veículo e a rede são de boa qualidade e bem mantidos, o pavimento é bem acabado e o motorista bem treinado, não escapa.” Pronto, é isso aí. Jamais seria pensável ter a rede de metrô com sete panes elétricas por dia, como matéria do Estado de 2/7 atribui aos trólebus. Nem sete nem nenhuma!
ADRIANO MURGEL BRANCO ambranco@uol.com.br
São Paulo
Este artigo foi postado em: quarta-feira, 4 agosto, 2010 às 5:15 pm
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Eng. Adriano Murgel Branco
Adriano Murgel Branco, paulistano de 76 anos, é administrador e engenheiro eletricista formado por uma das melhores escolas de engenharia do país - a Universidade Mackenzie. Branco, foi consultor no Brasil e em Moçambique, professor universitário, ocupou inúmeros cargos públicos, entre eles o de secretário da Habitação e secretário dos Transportes do Estado de São Paulo, nos anos 80.
Ocupou também, cargos privados como o de diretor da Coplan, da Trol S.A., da TCL, da Caio entre outras.
Ministrou palestras no Brasil,México,Colômbia,Venezuela,Equador, Paraguai, Argentina, Uruguai, Peru e Chile sobre transporte, segurança rodoviária e habitação. É autor de mais de duas centenas de artigos em jornais e revistas, publicadas até na Inglaterra e Alemanha. Em 1972, foi publicada sua primeira monografia sobre Acidentes Rodoviários; em 1975 é publicada a Normatização Brasileira de Defesa Rodoviárias. Teve também três de suas monografias publicadas em 1978: Trólebus,Tendências Modernas dos transportes Coletivos Pneumáticos e Transportes Urbanos por Trólebus; nos anos oitenta foram publicadas: Uma visão Sistêmica do Transporte Urbano, O Transporte Urbano no Brasil e A Prevenção dos Recursos Hídricos no Estado de São Paulo. Seus livros mais ressentem são Segurança Rodoviária, O Financiamento de Obras e de Serviços Públicos, em parceria com o Adilson Abreu Dallari, e Desenvolvimento Sustentável na Gestão de Serviços Públicos, em parceria com o economista Márcio Henrique Bernardes Martins.