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O AFROUXAMENTO DA INSPEÇÃO VEICULAR

      

                O Estado de São Paulo de 12/05/09 mencionou que a Prefeitura de São Paulo pretende isentar da inspeção veicular, automóveis que circulem mais nas imediações da Cidade do que no Centro dela.

                Em 1854, o cacique Seattle, recusando proposta do presidente norte-americano, Franklin Pearce, de compra de vasta área indígena, reagiu à proposta com muitos argumentos baseados no desprezo do homem branco pela terra, pelos animais, pela água, pelo ar, advertindo finalmente: “O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo”.

                Passados quase 160 anos, o Cacique Seattle se admiraria com o que o homem fez com o tecido da vida, desmatando as terras, poluindo os rios e os mares, contaminando o solo, degenerando o meio, derretendo geleiras, comprometendo a atmosfera. E, embora muitas das ações pareçam meramente localizadas, elas afetam todo o Planeta.

                 Não faz nenhum sentido, portanto, estarmos agora, isentando essa ou aquela categoria de veículos da inspeção veicular; como não faz sentido continuarmos a tolerar a circulação de veículos sem freios, com pneus lisos, sem iluminação adequada e, muitas vezes, portadores de alterações do projeto original – verdadeiras deformidades – prática que o Código de Trânsito Brasileiro proíbe. Foi por tais e tantas tolerâncias que o Estado de São Paulo contabilizou, em 2008, 2.300 acidentes fatais em suas rodovias, causando prejuízos materiais, diretos, da ordem de 12 bilhões de reais.

                “Mas quanto vale a vida”, indagou em 1997 o relatório “Segurança Viária, Como Comunicar?” (Tabela Ronde em Varsóvia).

                Coibir agressões à vida só se consegue através de uma legislação rígida, aplicada sem tergiversações, como o governo do Estado vem fazendo em relação ao hábito de fumar.

 

 

Adriano M. Branco

 

 


 

 

 

Sobre Adriano Branco

Eng. Adriano Murgel Branco Adriano Murgel Branco, paulistano de 76 anos, é administrador e engenheiro eletricista formado por uma das melhores escolas de engenharia do país - a Universidade Mackenzie. Branco, foi consultor no Brasil e em Moçambique, professor universitário, ocupou inúmeros cargos públicos, entre eles o de secretário da Habitação e secretário dos Transportes do Estado de São Paulo, nos anos 80. Ocupou também, cargos privados como o de diretor da Coplan, da Trol S.A., da TCL, da Caio entre outras. Ministrou palestras no Brasil,México,Colômbia,Venezuela,Equador, Paraguai, Argentina, Uruguai, Peru e Chile sobre transporte, segurança rodoviária e habitação. É autor de mais de duas centenas de artigos em jornais e revistas, publicadas até na Inglaterra e Alemanha. Em 1972, foi publicada sua primeira monografia sobre Acidentes Rodoviários; em 1975 é publicada a Normatização Brasileira de Defesa Rodoviárias. Teve também três de suas monografias publicadas em 1978: Trólebus,Tendências Modernas dos transportes Coletivos Pneumáticos e Transportes Urbanos por Trólebus; nos anos oitenta foram publicadas: Uma visão Sistêmica do Transporte Urbano, O Transporte Urbano no Brasil e A Prevenção dos Recursos Hídricos no Estado de São Paulo. Seus livros mais ressentem são Segurança Rodoviária, O Financiamento de Obras e de Serviços Públicos, em parceria com o Adilson Abreu Dallari, e Desenvolvimento Sustentável na Gestão de Serviços Públicos, em parceria com o economista Márcio Henrique Bernardes Martins.

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