SETOR LOGÍSTICO ENTRA EM 2009
Artigo Publicado na Revista Tecnologística
Para o engenheiro Adriano Murgel Branco, ex-secretário de Transportes e de Habitação do Estado de São Paulo, o governo federal não tem outra saída diante da crise que não seja continuar investimento no PAC. “O presidente americano Franklin Roosevelt fez isso, com New Deal, e aqui mesmo o Juscelino Kubitscheck, com muito menos verbas, acelerou o desenvolvimento com recursos públicos”, recorda.
Segundo ele, nem se pode justificar que, com o mercado desaquecido, as obras de infra-estrutura se tornam menos urgentes. “O PAC está apenas tapando os buracos do passado. Somente no trânsito e nos transportes metropolitanos de São Paulo, o Brasil tem prejuízo anual de R$ 40 bilhões. Investimento em infra-estrutura aumenta a produtividade do país, algo que a especulação financeira não faz”, declara.
Murgel Branco relata que ele próprio se deu conta da importância do Estado como indutor do desenvolvimento quando foi secretário dos Transportes. “Construímos estradas vicinais para os produtores agrícolas e éramos aplaudidos pelos donos de pequenos comércios dos arredores, que prosperavam com a obra”, conta.
Depois, quando foi secretário da Habitação, sua visão já havia se transformado em algo mais próximo do que se defende hoje no mundo em crise – uma crítica ao liberalismo exacerbado: “Tínhamos a consciência de que o governo precisava construir o máximo de casas populares para beneficiar não só os próprios moradores, mas toda a sociedade”. (leia na próxima edição a entrevista completa com Adriano Murgel Branco sobre o papel do Estado e da iniciativa privada em grandes projetos logísticos do país).
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SETOR LOGÍSTICO ENTRA EM 2009 Este artigo foi postado em: quinta-feira, 19 fevereiro, 2009 às 2:16 am
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Eng. Adriano Murgel Branco
Adriano Murgel Branco, paulistano de 76 anos, é administrador e engenheiro eletricista formado por uma das melhores escolas de engenharia do país - a Universidade Mackenzie. Branco, foi consultor no Brasil e em Moçambique, professor universitário, ocupou inúmeros cargos públicos, entre eles o de secretário da Habitação e secretário dos Transportes do Estado de São Paulo, nos anos 80.
Ocupou também, cargos privados como o de diretor da Coplan, da Trol S.A., da TCL, da Caio entre outras.
Ministrou palestras no Brasil,México,Colômbia,Venezuela,Equador, Paraguai, Argentina, Uruguai, Peru e Chile sobre transporte, segurança rodoviária e habitação. É autor de mais de duas centenas de artigos em jornais e revistas, publicadas até na Inglaterra e Alemanha. Em 1972, foi publicada sua primeira monografia sobre Acidentes Rodoviários; em 1975 é publicada a Normatização Brasileira de Defesa Rodoviárias. Teve também três de suas monografias publicadas em 1978: Trólebus,Tendências Modernas dos transportes Coletivos Pneumáticos e Transportes Urbanos por Trólebus; nos anos oitenta foram publicadas: Uma visão Sistêmica do Transporte Urbano, O Transporte Urbano no Brasil e A Prevenção dos Recursos Hídricos no Estado de São Paulo. Seus livros mais ressentem são Segurança Rodoviária, O Financiamento de Obras e de Serviços Públicos, em parceria com o Adilson Abreu Dallari, e Desenvolvimento Sustentável na Gestão de Serviços Públicos, em parceria com o economista Márcio Henrique Bernardes Martins.