EMINENTE ENGENHEIRO DO ANO
Houve por bem o instituto de Engenharia de São Paulo agraciar-me com o título de Eminente Engenheiro do Ano de 2008. Dizem os meus pares sócios do Instituto que houve uma avaliação do “conjunto da obra”.
Eu exerço funções no campo da engenharia desde 1957, seja desenvolvendo tecnologia, seja trabalhando em projetos, seja administrando órgãos ligados à engenharia, seja exercendo o magistério nessa área. Mas a minha preocupação central foi sempre a de utilizar a engenharia como instrumento da evolução humana, através do desenvolvimento e da equidade social. Por isso, a minha atuação sempre se voltou às pessoas, individualmente ou coletivamente, o que motivou muitas manifestações de apreço e solidariedade ao longo da carreira.
Também em razão dessa conduta fui por vezes chamado às atividades públicas. Aceitei alguns encargos, quando me senti capaz de desenvolvê-los; recusei muitos outros que não me despertaram a convicção de poder desempenhá-los com plena liberdade.
Na carreira pública tive o meu trabalho enaltecido através de uma centena de homenagens, dentre as quais a concessão de trinta títulos de cidadania e de medalhas como o Diploma da Ordem do Mérito do Trabalho, a Medalha Prêmio dos Transportes Urbanos, o Diploma de Mérito Rodoviário, a Medalha Brigadeiro Tobias, etc.
Assim, o apoio que recebi cresceu de forma contínua, ensejando-me um aprendizado cada vez mais amplo, sobretudo em relação à solidariedade universal. Esse é hoje o foco de minhas preocupações e que me levaram a propor, no discurso de agradecimento ao Instituto de Engenharia, uma visão mais ampla da especialidade, que chamei de A NOVA ENGENHARIA. Por acreditar na proposta, compartilho-a com os meus colegas e leitores de meu site, reproduzindo nele o referido discurso, bem como outras manifestações correlatas, dentre as quais a ampla entrevista concedida à Revista Engenharia.
Conto com a sua apreciação.
Adriano M. Branco
16/12/08

